terça-feira, 24 de dezembro de 2013

HOMENAGEM CAMARA MUNICIPAL DE ÓBIDOS - PARÁ

CMO presta homenagem ao centenário de Pedro Pomar

Nesta segunda feira, dia 23 de setembro de 2013, Pedro Pomar completou 100 anos de nascimento. Como reconhecimento ao espirito revolucionário de Pedro Pomar,  a Câmara Municipal de Óbidos - CMO, prestou uma homenagem ao ilustre  obidense, conferindo-lhe o título de Honra ao Mérito póstuma.
Projeto de Decreto Legislativo Nº 002/2013 conferiu título de Honra ao Mérito póstuma a Pedro Ventura Fellipe Araújo Pomar, e nesta segunda feira  (23), em seção solene especial na CMO, onde a tribuna estava lotada de alunos da escola Raimundo Chaves e a população em geral, o Titulo de Honra ao Mérito Póstuma foi entregue ao Sr. Adelson Moraes, pela vereadora Maria do Carmo, o qual ficará exposto nas galerias do museu integrado de Óbidos.
Pedro Ventura Fellipe de Araújo Pomar nasceu na cidade paraense de Óbidos e ingressou nas fileiras do Partido Comunista do Brasil (PCB) em 1932. Ele dedicou mais de quatro décadas de sua profícua vida de combatente da classe ao partido, a maioria desse tempo na clandestinidade. Odiado, combateu o regime fascista da forma mais decidida, na luta por estabelecer uma democracia popular no país, pelo socialismo, pelo comunismo. Pedro Pomar foi assassinado no Rio de Janeiro em dezembro de 1976, o episódio conhecido como Chacina da Lapa.
O texto que estamos publicando a seguir foi lançado em 2012, anunciando as celebrações do centenário de Pedro Pomar e a versão que segue é um resumo do original publicado na edição 96 da Revista a Nova Democracia.
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Fotos de Vander N Andrade


Conheça um pouco sobre a vida de luta desse ilustre obidense:
PEDRO POMAR: Centenário do nascimento do grande dirigente comunista
PEDRO POMAR foi a principal e a mais alta expressão da ideologia do proletariado, o marxismo-leninismo-maoísmo, da história do Partido Comunista do Brasil. Assim deve ser reconhecido por todos e sua memória deve ser reverenciada da mesma forma na passagem de seus 100 anos, no dia 23 de setembro de 2013.
Pedro Ventura Fellipe de Araújo Pomar nasceu na cidade paraense de Óbidos. Ingressou no PCB em 1932, vivenciando a efervescência dos preparativos e combates do Levante Popular de 1935. Abnegado militante comunista, ainda jovem assumiu o desafio de reorganizar o Partido destroçado pela repressão do fascista Estado Novo, sendo um dos integrantes da CNOP, Comissão Nacional de Organização Provisória, que realizou a histórica Conferência da Mantiqueira, em 1943.

HOMENAGEM AOS 100 ANOS DE PEDRO POMAR, EM ÓBIDOS
No período pós-Segunda Guerra Mundial, quando a democracia ganhou força em todo o mundo com a avassaladora vitória dos povos sobre a besta-fera nazifascista, o PCB desfrutou da legalidade pela primeira vez, crescendo e se fortalecendo, mas ao mesmo tempo enredando-se nas teias das ilusões constitucionais e do cretinismo parlamentar com a Constituinte de 1946. Ainda assim, soube o camarada Pomar demonstrar sua devoção ao Partido, desempenhando múltiplas tarefas, seja como tribuno comunista no parlamento burguês, na imprensa popular e partidária, seja no trabalho organizativo interno, no movimento de massas e na articulação de forças democráticas e patrióticas para construção da frente única.

Inconformado com o reformismo na direção do Partido, já nos finais dos anos de 1950, levantou-se com outros camaradas para conformar a fração vermelha na defesa da linha revolucionária e do caráter de classe proletário do Partido Comunista, o que conduziria à cisão com o oportunismo revisionista.
Convicto militante internacionalista, Pomar confrontou-se abertamente com o chefe do novo revisionismo, que atacou traiçoeiramente o Partido do Trabalho da Albânia no Congresso do Partido Comunista da Romênia. Na sua intervenção, Pomar afirmou que como comunista internacionalista não se furtaria a responder os ataques do secretário do PCUS, rechaçou energicamente os rasteiros ataques de Kruschov e solidarizou-se com o Comitê Central do PTA e o governo daquele país.
Homem de partido, Pomar era sempre por uma posição de princípio e partidário da luta interna. Em 1960, delegado ao V Congresso do PCB, sustentou titânica luta contra as posições direitistas lideradas por Prestes. Estas posições haviam sido lançadas pela Declaração de Março de 1958, com a qual se sepultou a linha revolucionária do IV Congresso e buscava consolidar no Partido o caminho reformista-revisionista do XX Congresso do PCUS de 1956. Derrotado no V Congresso, em 1960, Pomar novamente apresentou-se como destacado militante da Reconstrução do Partido, levada a cabo em 1962.

HOMENAGEM A PEDRO POMAR EM ÓBIDOS
Antirrevisionista intransigente, rapidamente identificou no pensamento Mao Tsetung a força revigorada do marxismo-leninismo e passou a se bater decididamente pela sua assimilação por todo o Partido como seu guia ideológico-político. Em 1968, quando ainda era tormentoso o curso da Grande Revolução Cultural Proletária desencadeada na China sob a direção do Presidente Mao, o camarada Pomar expressou compreender que aqueles acontecimentos elevavam a revolução proletária mundial a novo e mais alto patamar. Em seu artigo Grandes êxitos na Revolução Cultural, publicado no órgão oficial do Partido Comunista, A Classe Operária, afirmou que ela representava uma "contundente derrota para a coalizão mundial contrarrevolucionária do imperialismo, da reação e do revisionismo contemporâneo".

Revelando compreender e ser partidário de uma das grandes questões do marxismo levantada energicamente pelo Presidente Mao, a da continuação da luta de classes no socialismo e eixo da revolução cultural, destacava que "Ela é resultado inevitável da exacerbação da luta de classes na China e em todo o mundo".
Colhendo o maoísmo como a essência deste poderoso acontecimento da história universal desafiou a desfraldá-lo e aplicá-lo para impulsionar a revolução brasileira e ressaltou que "Os comunistas brasileiros, que receberam com entusiasmo os grandes êxitos da Revolução Cultural Proletária, procuram estudar seus ensinamentos e divulgar suas experiências. Ao mesmo tempo erguem, cada vez mais alto, a bandeira vermelha do pensamento de Mao Tsetung, que descortina para nosso povo o caminho da revolução e da guerra revolucionária de libertação".
Pomar era o mais convicto da linha revolucionária da guerra popular e a ele coube a tarefa de viajar à República Popular da China em 1972, para a comunicação à direção do Partido Comunista da China a decisão histórica de iniciar a luta armada como guerra popular prolongada no Brasil.
De têmpera inquebrantável, mesmo quando a repressão desfechou duros golpes na estrutura de organização do Partido, principalmente com os reveses na guerra no Araguaia, Pomar não se assombrou com a crise que já se achava incubada na direção do Partido e demonstrou como se deveria levar a luta interna naquelas circunstâncias tão especiais. Em sua briga por um balanço profundo e crítico da experiência do Araguaia mostrou a sagacidade e paciência necessárias para buscar as causas da derrota e uma maneira de sair à frente, unindo ao máximo o Partido. Em seu magistral balanço da experiência do Araguaia, enfocando a centralidade da questão da luta armada para a revolução brasileira asseverou que "No Brasil o problema do caminho revolucionário para livrar o povo da exploração e da opressão tem sido dificílimo. E a determinação de palmilhá-lo tornou-se a pedra de toque das diferentes forças revolucionárias, em especial das marxistas-leninistas. Em torno do caminho, da concepção e método da luta armada sempre surgiram grandes divergências".
Em sua análise o camarada Pomar recusou-se a todas e quaisquer explicações fáceis e simples justificativas. Combatendo o subjetivismo e a unilateralidade de parte da direção, buscou em sua análise identificar as causas, além das imediatas, como as falhas nas esferas política, militar e de organização, tomando a prática do Partido em seu conjunto, desde suas raízes. Conclamou a todo o Partido a sacar corretamente as lições da experiência e a apoiar-se nos acertos para seguir em frente, fazendo a defesa incondicional da guerra popular prolongada e do seu caráter científico e de teoria militar do proletariado, como caminho de libertação das massas populares no nosso país.
Não há dúvida, portanto, que Pomar foi o principal formulador do documento partidário Guerra Popular, caminho da luta armada no Brasil, o mais importante documento da história do Partido até então, elaborado em 1969 para orientar e guiar o desencadeamento da luta armada revolucionária no Brasil. Nele são combatidas as concepções militares revisionistas, burguesas e pequeno-burguesas tão em voga na esquerda latino-americana à época e de influência principalmente da direção da Revolução Cubana. Com seu brilhante balanço, o camarada Pomar mostrou como a condução da experiência da Guerrilha do Araguaia se havia afastado das orientações deste documento.
Evocando o sacrifício heroico e supremo dos combatentes do Araguaia, Pomar defendeu a justeza da guerra popular, a necessidade de compreender as lições desta experiência e assimilar, ideológica, política e militarmente, no mais profundo possível, a justa concepção para retomar e prosseguir a luta armada revolucionária e levá-la ao seu triunfo no país. Com o otimismo que somente os verdadeiros revolucionários e convictos comunistas podem desfraldar afirmou de forma peremptória: "a bandeira da luta armada que empunharam tão heroicamente e pela qual se sacrificaram os camaradas do Araguaia deve ser erguida ainda mais alta. Se conseguirmos de fato nos ligar às grandes massas do campo e da cidade e ganhá-las para a orientação do Partido, não importa qual seja a ferocidade do inimigo, com toda a certeza a vitória será nossa".
Pedro Pomar foi educado no fogo dos combates da luta de classes, nas peripécias do complicado caminho do movimento revolucionário e comunista de nosso país e na tenaz luta ideológica em meio da qual o movimento comunista internacional atravessou o Século XX. Assim se forjou o maior dirigente, autenticamente comunista, particularmente da terceira etapa da história do Partido Comunista do Brasil em sua primeira fase (de 1962 a finais dos anos de 1970). Uma vida inteira devotada ao Partido da Classe, às massas e à revolução comunista mundial.
Por ocasião da passagem de seu centenário de nascimento, várias celebrações estão sendo organizadas por movimentos populares e revolucionários, independentes das tentativas do revisionista PCdoB de João Amazonas/Renato Rabelo de manchar sua memória.
Solenemente inclinamos nossa bandeira vermelha em sua gloriosa memória!
Honra e Glória eternas!
FONTE: Revista AND

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